domingo, 12 de junho de 2011

Parla!

Hoje tive o privilégio de assistir um documentário sobre a vida de Michelangelo.
O enfoque foi interessantíssimo, porque voltado para o emocional do artista. Ariano, nascido em março de 1475, teve na competitividade um dos traços mais marcantes de sua personalidade. Sentia a necessidade de suplantar seus rivais, nada menos do que Rafael e Leonardo da Vinci. Esse foi seu móvel, o que lhe deu impulso.
A pintura, a arquitetura e a escultura foram sua vida e o tornaram homem de grandes posses. Nada estranhamente para um gênio, escolheu viver na pobreza e na absoluta falta de conforto. Bastava-lhe a arte, que o eternizou.
Nem o amor humano lhe fez falta e há poucas evidências de que tenha amado uma pessoa.
Muitas perguntas ficam, sem que se saiba como naquele tempo de tantas dificuldades foi capaz de extrair mármore da montanha e dar-lhe vida, de forma tão intensa. De onde veio a capacidade de misturar corantes naturais e materiais sem qualquer refinamento e transformá-los na mais sublime das obras eu sei. Pessoas como o Divino às vezes passam pela Terra. Ainda bem.

domingo, 17 de abril de 2011

Um encanto.


Não conhecia Adele, mas gostei muito das músicas, pela suavidade e encanto com que fala de coisas tão profundas. Coisas tão presentes na vida de todos nós, mas que permanecem quase sempre ocultas. Quando aparecem em filmes ou músicas é que nos damos por conta do quanto são importantes.
Um ótimo domingo a todos.

Suavemente

domingo, 3 de abril de 2011

O Carteiraço

Muito comum no Brasil é a "cultura" do "você sabe com quem está falando?"

Depois de muito pensar, após ver inúmeras demonstrações da tal despropositada e pernóstica teoria, não consegui identificar sua origem, o móvel por trás de sua utilização, cada vez mais frequente e nos lugares mais inadequados, como um evento com cunho beneficente de que participei ontem.

O que leva alguém a dar um "carteiraço", mesmo quando o que lhe é solicitado é o pagamento de uma entrada irrisória do ponto de vista econômico, mesmo sabendo que a destinação será para a benemerência?

Necessidade de auto-afirmação? Verdadeiro complexo de superioridade? Ou de inferioridade?
Talvez nada disto, talvez tudo.

Penso que, até por questão de civilidade, para dizer o menos, autoridades em geral, artistas e demais pessoas que por algum motivo tenham destaque no grupo social em que estejam inseridas, a menos que recebam a deferência de forma espontânea, não devem jamais valer-se de suas insígnias para burlar as regras postas.

Assumir-se como igual pode, sim, fazer a diferença.
E que os que costumam dar "carteiraços" leiam os livros da Célia Ribeiro.

Um ótimo domingo a todos!




domingo, 20 de março de 2011

A maior riqueza

Foto: Wikipédia.
Bom dia, amigos do Blog.

Não ia escrever nada sobre a recente catástrofe japonesa, de tão chocante que foi, pois mesmo estando no outro lado do planeta, a velocidade da informação impediu que alguém ficasse alheio ao problema, mesmo querendo, porque ás vezes não saber é mais fácil.

Desde os primeiros dias, o mundo todo volta seus olhos para o país dizimado, torcendo para que as coisas fiquem mais amenas e que o alento chegue até os atingidos.

Falar nas consequências da tragédia seria um lugar-comum, porque todos falam nisto.

Este post não foi de caso pensado, mas teve de ser escrito, porque o que me inspirou a fazê-lo foi uma foto que vi hoje no jornal. Não consegui copiá-la, porque as artes da Internet ainda me desafiam a aprender muito, mas posso falar do que vi.

Em meio à neve e entre destroços do que talvez tivesse sido um bairro, um grupo de japoneses calmamente sentados em cadeiras, ao redor de um fogo de chão onde era aquecida água obtida do próprio gelo ao redor, lia jornais.

Ao fundo, duas imagens de divindades japonesas.

O significado da fotografia é muito rico. Toca diretamente o coração, porque faz perceber o que realmente importa para aquelas pessoas: a vida, a amizade, o afeto, a fé. Nada mais de material lhes sobrou, mas permanecem inabaláveis. Leem jornais porque querem saber de seus compatriotas, talvez de parentes que morem em outras cidades. Leem porque estão calmos, e estão calmos porque têm esperança. A mesma esperança que seu Imperador disse para não perderem.

O Japão é, sim, um dos mais ricos países. Porque sua maior riqueza é seu povo.

Um ótimo domingo a todos.

terça-feira, 8 de março de 2011

Elegância and everything


A foto é de infoescola.com

Há alguns dias tive o privilégio de assisitir um documentário sobre as últimas coleções de Carolina Herrera.

Identifiquei-me na hora com o traço limpo e elegante da designer, para quem o famoso menos é mais não é um chavão, mas um estilo, mesmo quando ousa, pois sabe conjugar cores e texturas sem cair no excesso ou no lugar-comum. Corri ao site oficial e vi que os novos modelos são suaves, femininos e muito charmosos. Fiquei súper feliz porque minha saia preta com três babados não está old-fashioned! Mais ainda porque as sapatilhas continuam atuais! (Nós, mulheres altas e que não gostamos de saltos altos todos os dias, agradecemos). Muito mais ainda por causa dos terninhos com rasteirinhas, elegantíssimos!!

Graça e segurança foram os adjetivos utilizados pelo repórter na matéria para definir o modo como Carolina se portava nos bastidores do desfile da coleção que estava apresentando.
Não é o que todas queremos? Esbanjar graciosidade na vida como um todo, mas especialmente em nossos locais de trabalho, ao mesmo tempo em que nos sentimos seguras do que estamos fazendo? Não tenho nenhuma dúvida.

Por isto hoje, neste dia da mulher, escolhi a moda como assunto e Carolina como exemplo.
Sim, moda. Porque gostar do belo e de si própria não significa esquecer das mazelas da humanidade e muito menos deixar de fazer algo para diminuir o sofrimento alheio.

A moda, desde que dela não sejamos escravas, pode simbolizar a busca pela harmonia e pelo bem-estar, que é nosso direito fundamental nesta vida!

Parabéns a todas nós!






sexta-feira, 4 de março de 2011

A vida vai melhorar

Não que esteja ruim, mas tem coisas que acontecem de vez em quando e nos tiram do prumo, quase sem saber o que fazer. Nessas horas é difícil manter o equilíbrio, não estourar com quem causa o problema e com todos à volta. Também não é fácil resistir à tentação de assumir o papel da vítima injustiçada, aquela que nada fez para merecer, e tal.

Nessas horas de maré de contrariedades, penso que o essencial seja compreender que em algum momento fizemos algo que deu causa ao que aconteceu. Podemos ter permitido que uma pessoa agisse sem limites ou sem dar nada em troca durante muito tempo, e aí um dia o resultado vem. Pode ser também que a causa tenha sido outra que não consigamos identificar, mas o motivo em si não importa tanto, porque é preciso ir adiante e ponto final.

As emoções que Jung e Chopra chamam de sombra existem em todos nós e, quando surgem, exigem de nós um grande esforço para não sucumbir. Assim acontece quando ficamos com muita raiva, frustrados com algo que não deu certo como esperávamos, tristes por não podermos fazer o que queríamos.

Logicamente não podemos negar nossas emoções negativas. Elas são parte de nós. Porém, para que as coisas melhorem em nossas vidas e possamos permanecer conectados com uma Luz maior, que alguns chamam de Luz, outros de Criador, e eu de Deus, precisamos estar atentos e não deixar que a negatividade tome conta de nossos corações.

Tudo isto é parte de uma profunda reflexão que não me veio facilmente, mas à custa de, digamos, laboratório, como dizem os atores.

Cheguei à conclusão que muitas vezes é preciso deixar o barco correr, pedir ajuda à Luz, seja ela representada por quem for para você, dormir um pouco e esperar que um novo dia chegue.

A propósito, o dia hoje está lindo e tenho certeza absoluta de que a vida está melhor do que ontem.

Bom dia a todos!!




segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Indiretas

O blog aqui é de paz, porque a ariana aqui gosta de harmonia.
Mas não de indiretas, nem em verso, nem em prosa.
Tudo às claras e sem meias-palavras.

E tenho dito.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Religião e sexualidade

Coisas de mudança de horário. Hoje terminou o de verão, mas não avisaram meu relógio biológico, que acabou acordando muito cedo sem saber ao certo que horas eram, se o certo era adiantar ou atrasar os ponteiros.

A televisão poderia ser um parâmetro, pensei eu. Liguei o aparelho e me deparei com um programa que eu nem sabia que existia, chamado Sagrado. Lá estava a Ana Maria Braga - não sei por que ela - a questionar como as diferentes religiões tratam a questão da sexualidade de seus seguidores e também dos mestres. Aí apareceram vários representantes religiosos: muçulmano, do candomblé, católico, evangélico e outros que o sono matinal não me permitiu identificar com clareza.

Como não poderia deixar de ser, o debate visava a questionar os porquês da negação da Igreja Católica ao direito de seus padres, bispos e demais clérigos terem vida sexual ativa de forma oficial, porque fazem o tal voto de castidade.

Não se trata aqui de ser contra ou a favor de padres transarem, porque isto tornaria a questão muito menor do que realmente é.

O tema não é novo, e pode ser considerado como uma das mais espinhosas searas trilhadas pela humanidade, a de saber se sexo é pecado ou não.

Não era entre os povos celtas, que celebravam solstícios e equinócios em homenagem à sua deusa com muita dança, vinho e folguedos nem tão inocentes assim.

A Roma Antiga também teve lá suas festinhas, e Baco não era nem de longe considerado por seus contemporâneos um pecaminoso perdido.

Contrapondo os extremos pagãos, vem a Igreja Católica e impõe celibato a seus pastores, como se Deus não tivesse outra coisa a fazer a não ser ficar olhando o que cada um faz com seus órgãos sexuais.

Forma de controle? Pode ser, mas não vamos adentrar nesta polêmica, a não ser o suficiente para chegarmos aos tempos atuais, e entendermos se há lógica nessa repressão que atravessa séculos.

Muitos dizem que o motivo principal do celibato imposto aos padres e freiras católicas é para que não sejam os bens da Igreja dissipados em eventuais partilhas judiciais. Tem sentido. Mas o que realmente faz pensar é se é humanamente válido impor-se a negação de uma função orgânica, que tal como a digestão e o funcionamento do coração e sistema vascular, é vital ao ser humano.

É uma resposta que, embora possa ser dada por cada um de nós, não será facilmente aceita pelos destinatários. Mas a questão está em pauta, e por certo o andar da carruagem do mundo não se contentará com evasivas.

O tempo, sempre ele, precisa continuar passando para ver se logo ou não as coisas ficam mais claras.





domingo, 13 de fevereiro de 2011

Mas que nada



Eu não estava nem em projeto quando esta música foi criada, mas parece que já nasci cantando esses versos.
Adoro.