domingo, 29 de agosto de 2010

Flores de inverno


Ainda é inverno, mas as flores já começaram a aparecer e os passarinhos já estão voltando a cantar.
Graças a Deus!
Para quem mora nos Campos de Cima da Serra, qualquer corzinha que a natureza traga é motivo de felicidade, depois dos meses frios de inverno e da paisagem cinzenta que a estação traz.
Agora até pode ser que ainda tenha alguma geada, mas as cores estão se sobressaindo com uma vivacidade inacreditável...

Vou lá por as pilhas da máquina pra carregar e logo voltarei com as fotos das primeiras flores...

Até mais, amigos.

Em que você está pensando agora?

Nunca antes tinha ido a um comício.
Sabia que existiam, via pela televisão, ouvia falar, mas nunca me arrisquei.
A imagem dos políticos em geral não é das melhores, e eu não queria nem ouvir falar.
Mas de tanto me dizerem que a omissão e o fechar-os-olhos e o voto nulo são coisas mais prejudiciais à sociedade do que os próprios políticos corruptos, fui lá. Dei um espaço para a adolescente idealista que fui e paguei pra ver.
Fui como observadora. Do acontecimento, das reações das pessoas e de minhas próprias.
Percebi que a maioria das pessoas se sente tocada em seu lado emocional pelas coisas que ouvem.
Aí reside a responsabilidade do candidato.
Cada um é responsável pelo que fala, porque cada palavra tem consequências que não temos como mensurar na hora.
A verdade é sempre esperada e cada um que se apresenta como ético, verdadeiro e responsável, tem na mesma hora a aprovação dos ouvintes.
Penso que seja porque o povo brasileiro,no geral, é muito honesto, e tem a tendência natural de esperar honestidade de seus interlocutores.

Se estão dizendo a verdade, o tempo dirá.
Mas o importante é que exerçamos o voto com consciência, tentando limitar ao máximo a entrada de maus políticos em cargos cujas atribuições exercerão influência direta em nossas vidas.

Lembrem-se: não é verdadeira a premissa de que "entre quem entrar, para mim nada mudará!"

Tudo repercute na vida de todos.

Pensem nisto antes de votar.

Até mais, amigos do blog.

Uma ótima semana.



sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Vaidade sim, por que não?

Olá amigos do blog!
Este é um espaço onde escrevo sobre minhas impressões, e por isto hoje resolvi compartilhar com vocês algo que sempre me chamou muito a atenção: a vaidade feminina.
Tenho um arsenal de cremes, xampus, loções e cosméticos, muito embora pouco use alguns deles.
Amo maquiagem, sou leitora assídua da In Style, e sempre me chama a ateção o modo como as pessoas se vestem, se maquiam, que tipo de cabelo usam, essas coisas.
Não vejo a vaidade como algo negativo, ou como um supervalor que se sobreponha a outras coisas ditas mais importantes na vida.
Porém, acho imprescindível o cuidado pessoal, e sinceramente não entendo as mulheres que não se cuidam.
Cuidar-se, para mim, significa respeitar-se.
Cuidar da pele, ter um cabelo limpinho e tratado, vestir-se de forma simples, mas esmerada, são coisas que traduzem o amor-próprio.

A saúde emocional passa por este caminho...



Até mais, amigos!




quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Férias em Mato Grosso

Passei minhas férias de inverno no Mato Grosso. E a ideia que eu tinha de que fosse um lugar de calor insuportável foi um pouco modificada.
Claro, não posso dizer que lá seja um lugar de clima temperado, mas ao menos nos dias em que lá estive, pude perceber que é possível sentir-se bem.
Os dias foram amenos, e em apenas dois tivemos temperaturas altas, de 38 graus. A umidade do ar esteve muito baixa, ao ponto de, no último dia de minha estada, alcançar 13%!
Eu que não gosto das tais loções hidratantes para o corpo, fiquei feliz de ter levado um tubinho em minha (pequena!) bagagem de 25 kg...
O clima seco não chega a provocar mal-estar, mas faz com que precisemos ter maior atenção, adotando cuidados especiais, como deixar vasilhas com água no quarto à noite ou deixar ligado um aparelho umidificador de ar (em Vacaria costuma-se ligar o desumidificador!!!).

Bem, em breve voltarei com mais novidades do Mato Grosso...
Até breve, amigos do blog.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A ciência e o entendimento

     Em priscas eras, o homem acreditava que enchentes, secas, erupções vulcânicas e desastres naturais em geral eram provocados pela ira divina. Era uma forma simples de explicar aquilo que não entendia, dada sua condição pré-científica.
    Mais tarde, sua própria evolução permitiu que, mesmo acreditando no divino, compreendesse melhor os fenômenos da natureza e a eles pudesse dar explicações.
     A tendência à busca do mito como forma de justificar situações cuja causa foge à esfera de conhecimento até então existente em determinado grupo é antológica. Exemplo disto é o que recentemente vimos, quando pessoas saíram em defesa de adolescentes que, aos domingos, sob o argumento da diversão, reunem-se em Porto Alegre para, em estados artificialmente alterados de ânimo, dar vazão a emoções das mais variadas, ignorando limites estabelecidos socialmente.     

        O assunto, como não poderia deixar de acontecer, chamou a atenção da maior parte da população, que estarrecida assistiu as imagens das “reuniões” pela TV. Desnecessário repetir-se aqui o que é feito pelos jovens nas proximidades de certo centro de comércio da Capital, pois os fatos se tornaram notórios.     
     
         Não se trata aqui de julgar condutas individuais ou coletivas. Mas não se pode ignorar as vozes que se ergueram ao redor do assunto, e sobre elas refletir.  
      De um lado, vimos vizinhos, transeuntes e comerciantes das cercanias do lugar escolhido para tais encontros dominicais expressarem sua indignação, diante das cenas protagonizadas pelos participantes das “festas”. Incomodados por serem obrigados a ver o consumo de drogas e a prática de atos obscenos diante de suas janelas, protestaram. 
     De outro, tentando explicar a conduta em questão, surgiu e foi defendida a hipótese de que as reações sociais aos atos dos adolescentes eram fundadas em mero preconceito contra os gays. Em outras palavras, por essa teoria, todos os que reclamaram deveriam aceitar o comportamento visivelmente contrário aos hábitos sociais, e em certos casos ao ordenamento jurídico, porque senão seriam tachados de intolerantes e preconceituosos contra os homossexuais. 
     Evidentemente, a indignação da sociedade diante do problema não é mero preconceito contra orientação sexual dos envolvidos. Acreditar que fosse isto seria admitir o mito como explicação simplista do fato. Porém, a questão requer análise muito mais aprofundada.  
  
     Atualmente, a sociedade brasileira vive momento em que o homossexual busca espaço maior de aceitação de sua escolha pessoal, encontrando apoio nos meios de comunicação. Vemos artistas famosos revelando publicamente sua preferência, por vezes causando espanto, mas raramente sendo rechaçados por isso. Possivelmente porque essas celebridades, embora assumam sua opção sexual, preservam sua intimidade. 

     Coexistem homos e heteros, sem maiores problemas, até onde sei, e o preconceito é invocado como forma de justificar condutas extremas, onde se tenta impor à sociedade um padrão de comportamento que foge às regras do bom convívio. Por vezes, temerosos de represálias, os ofendidos se calam. 
     Porém, as indagações que pairam sobre o Rio Grande do Sul saltam aos olhos: será a tolerância a solução? Será que, para evitar-se a pecha do preconceito, será melhor silenciar e deixar o barco correr? Que tipo de base familiar temos hoje em nossa sociedade? O que esperar do futuro? 
     Por certo a omissão, neste caso, não será benéfica e terá reflexos no futuro. O conflito social posto somente poderá ser resolvido por meio de ações eficazes, empreendidas pelos detentores da atribuição legal para tanto. 
    Vamos aguardar os próximos capítulos.





Rosas são lindas!
Lembram amor, alegria, bom-gosto...
Essas da foto são da http://www.annaelipe.blogspot.com/ . Achei maravilhosas!

Bom feriado de chuva a todos!

domingo, 18 de abril de 2010

Rotary Comunitário no Bairro Santa Cruz em Vacaria

 No último sábado,dia 17 de junho, o Rotary Club Vacaria realizou mais uma edição do Rotary Comunitário. O local que sediou a ação foi a Escola Municipal de Ensino Fundamental Inácio Pires, situada no Bairro Santa Cruz, em Vacaria.
 Na foto, os companheiros rotarianos que promoveram e executaram o evento; além da direção da Escola e de colaboradores.




A Defensoria Pública do Estado também esteve presente.  Como vocês sabem, sou Defensora Pública e também rotariana. Estive presente divulgando o projeto de orientação às mulheres sobre a Lei Maria da Penha. Entreguei às visitantes cartilhas explicativas sobre os direitos das mulheres vítimas de violência doméstica. Foi uma experiência muito gratificante!



A feira de roupas foi um sucesso! Casa cheia o dia todo! 

Julie & Julia

         
         Ontem assisti um filme muito comentado, inclusive indicado ao Oscar, se não me engano. É que não sou exatamente o que se pode chamar de cinéfila, então essas informações às vezes me passam despercebidas.

          Julie & Julia. Conta as histórias de vida de duas mulheres apaixonadas pela cozinha.

         Uma delas, Julia, casou-se nos anos 40 com um diplomata americano. Foram morar em Paris. Para não ficar somente em casa, ela entra em uma escola de culinária onde é a única aluna mulher, pois lá usualmente homens eram os "chefs".

          A outra, Julie, que vive no século XXI, é uma funcionária de escritório que não gosta de seu trabalho, e que vê na cozinha um refúgio para seu dia-a-dia enfadonho. Julia é seu ídolo.

          Elas não chegam a se conhecer, e a admiração de Julie por Julia não é correspondida.

          Mas fica do filme uma lição, uma mensagem bastante perturbadora: vivemos dias em que a mulher passa pouco, muito pouco de seu tempo na cozinha, chegando a extremos, como o da ideia corrente de que a cozinha é sinônimo de retrocesso e que o bom mesmo é trabalhar fora de casa.

          Até é. Porém, também neste assunto é preciso buscar o equilíbrio. Precisamos trabalhar fora, sim, mas nem por isso precisamos desenvolver alergia às panelas!

           Hoje tive meu momento Julia Child: preparei uma deliciosa lasanha de berinjela e abobrinha, com uma receita que achei na Zero Hora de sexta. Desde ontem comecei o preparo, quando fui até a fruteira comprar os tomates para o molho, escolhendo um a um os mais tenros. As cebolas, legumes e temperos... 

          As ervas aromáticas tenho em casa, e da lavoura tirei o manjericão e o louro para dar um toque especial ao maravilhoso prato que preparei.

          Cozinhar é mesmo uma arte muito próxima da alquimia, pois permite que coloquemos amor no que fazemos, para que as pessoas de nossa família e de nosso convívio próximo tenham um pouco do que há de melhor em nós: o carinho, o amor e a dedicação.

        A foto vou ficar devendo hoje, mas na próxima vez prometo que não vou esquecer de por para carregar as pilhas da máquina...

         Um abraço a todos os amigos do blog e bom Domingo!

         




segunda-feira, 5 de abril de 2010

Ares outonais


    Nem chegaram ainda as manhãs de maio e já veio o friozinho aquele de pensar "ah... só mais cinco minutinhos..."
    O verão nem bem acabou, mas já parece que faz tanto tempo que a gente sentia calor...
   Esta é a Vacaria!
   Ventinho calmo e gelado, café quentinho, pinhão assado, fogo crepitando no fogão a lenha...
    Como é bom morar neste lugar!
    Boa semana a todos!


         
         


sexta-feira, 2 de abril de 2010

Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil: Homenagem a Hans Christian Andersen

         

          Por um mero acaso hoje fui procurar um assunto qualquer no Google e vi que havia uma gravura infantil sobre o logo. Interessei-me em saber do que se tratava, e com grata surpresa percebi que era uma alusão aos contos de fadas criados pelo dinamarquês Hans Cristian Andersen, cuja obra se constitui em inestimável patrimônio da humanidade.

          Resolvi então pesquisar um pouco sobre a vida desse escritor que foi um de meus favoritos na infância, e descobri que viveu seus primeiros anos em situação de extrema pobreza, filho de pai sapateiro e mãe lavadeira, cuja casa era composta de apenas um cômodo.

          Mas a miséria material não foi obstáculo suficiente para impedir o florescimento da genialidade de Hans, que sempre foi incentivado pelo pai às letras. Bem verdade que ficou órfão muito cedo. Porém, encontrou outras pessoas pela vida afora, que lhe deram as condições de que precisou para se tornar quem foi - ou quem é (difícil encaixar um tempo verbal para quem se torna imortal pela obra que deixa...).

          Os contos de Hans Christian Andersen, mais do que a beleza e a magia que evocam em quem os lê, trazem à humanidade a chance de refletir sobre as condições sociais em que vive, deixando uma linda mensagem de busca da igualdade social.

          Ao ler as linhas de "A Pequena Vendedora de Fósforos", ainda em criança aprendi a agradecer pelas roupas quentinhas, pela casa aquecida e pela comida saborosa nos invernos de Vacaria, lembrando-me sempre das crianças que nada tinham, pedindo a Deus que lhes amenizasse os sofrimentos.

        Neste dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil, além de homenagear ao brilhante escritor Andersen, rendo um devotado agradecimento a uma de minhas tias, talvez a mais especial, que em minha infância sempre me presenteava com livros, entre os quais aquele em que li o conto que citei acima.

          O mundo precisa de pessoas assim, que escrevam para crianças e que tragam os livros para elas...

Leia mais sobre o assunto em: HANS CHRISTIAN ANDERSEN. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2010. Disponível em: . Acesso em: 2 abr. 2010.