domingo, 23 de janeiro de 2011

Leituras:O Efeito Sombra.

Estou lendo "O Efeito Sombra", de Deepak Chopra.
Recomendo a leitura, pois se trata de análise das emoções negativas que todos temos, em linguagem que, embora fiel à Psicologia, é simples e de fácil entendimento.

Entre os tópicos tratados na obra estão as questões de como nos deixamos levar pela raiva, tristeza, sentimento de traição, e de como isso é prejudicial à saúde dos órgãos internos.

Também aborda o inconsciente coletivo.
Vou ler mais e depois conto.

Um beijo a todos.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Paixão Antiga

Que me valha a Santa Danuza Leão. Vamos lá.




Para que serve uma paixão antiga que não deu certo, senão para atrapalhar a vida?

Salvo alguns felizardos, que são bem poucos, quase todos tivemos uma perda desse tipo.

Basta ver a quantidade de poemas e músicas e filmes falando em amores não correspondidos.

A pessoa se vai, arruma outro amor, e ficamos a achar que se tivesse ficado tudo seria belo e feliz.

Mas poderia não ser.

Se foi embora, era porque tinha que ser assim. Sobrevive-se.

E se tentou voltar e não deu certo de novo, então o melhor é esquecer. O que não dá pra fazer é ficar olhando a banda passar esperando o infeliz voltar um dia.

Claro que tudo tem um tempo na vida. Disto eu sei e posso garantir que não é só na teoria.

Essas coisas demoram a passar. Mas passam.

Chega uma hora em que tudo vira uma bela recordação dos bons momentos, e você já nem sente nada quando vê a figura. Esse ponto, o da indiferença, é o melhor de todos, porque significa que você está imune aos encantos do infeliz. Já não se desmancha quando ele passa e pode até ir aos lugares em que esteve com ele sem se debulhar em lágrimas.

Até porque lágrimas, só em casa, no seu quarto, com a luz apagada e à noite, porque amanhã é outro dia e são necessárias umas oito horas de sono para se recompor e desinchar os olhos. Viva o colírio e viva a maquiagem de qualidade. Umas roupas bonitas também ajudam muito.

Se vocês moram na mesma cidade, melhor ainda, porque aí fica muito mais difícil esquecer; mas também quando você passar na frente do lugar em que o ser trabalha, ou mora, e não tiver ímpetos de entrar lá, saberá que está curado.

Na tentativa de esquecer vale tudo. Desde sentir raiva (ela às vezes é bem útil), chorar ou tomar um porre até procurar o psiquiatra.

É preciso trilhar esse caminho e cada um tem o seu. Pode ser um mês e meio sem poder trabalhar, remédios para a tristeza profunda, 6 quilos a menos.

Amigos, família, a terapia, o tempo, e tudo passa.

Não se deve ter medo de sofrer por um amor que se supunha ser o da sua vida e não foi. O luto é necessário para ajudar a se refazer.

Porém, se você ficar falando na criatura o tempo todo, pode acabar sabotando o que realmente pode ser a sua história de amor, porque não há quem suporte ficar disputando lugar com uma outra pessoa. As comparações e o medo de não ser bom o bastante para igualar à outra são inevitáveis e podem acabar desestimulando e fazendo ir embora o verdadeiro amor da sua vida.

Então, reaja. E logo.

Pare com essa coisa de ficar lamentando um amor que se foi.

Esse amor que agora já é passado poderá ter um lugar em sua lembrança, e só. Até pode ser uma lembrança carinhosa, como a que tenho. Mas é só.

Porque somente assim você conseguirá realmente se abrir para um novo relacionamento, que pode lhe fazer feliz além de todo o entendimento.

Tudo tem um preço. O de felicidade passa pelo desapego do que já se foi.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Mais do Cãozinho

Cãozinho terrível. Foi adotado, ganhou um lindo edredom bem limpinho e fugiu!!
Tem 300 cachorros que se perderam de seus donos na enchente do Rio.
Coitadinhos.
Tomara que sejam logo adotados, assim como todos os outros cãezinhos abandonados.
E as crianças.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O Cãozinho

Não vou postar a foto. Mas não posso deixar de falar do quanto emocionada fiquei vendo a imagem do cãozinho aos pés da sepultura de sua dona, em um cemitério do devastado Rio de Janeiro.

Quem me conhece ou visita este blog sabe que acredito no amor além de todo o entendimento. Que o considero a força mais poderosa do Universo, que se impregna nas paredes, nas roupas, é capaz de curar doenças e amenizar os corações mais empedernidos.

Procuro viver isto na prática, o que nem sempre é fácil, porque existem as pequenas contrariedades do dia-a-dia e as decepções que às vezes aparecem aqui e ali.
Mas o amor não se importa sequer com isto. É aclamado na Bíblia, foi e é vivido e cantado em verso e prosa por tantos. E ainda será.

E de repente aparece um simples cachorrinho, para nos fazer despertar para os verdadeiros sentimentos humanos.
Aquela imagem fala por si, e eu tive que virar rápido a folha do jornal para não chorar. Não adiantou muito, porque as lágrimas vieram. Não de tristeza, porque sei que alguém há de adotar aquele bichinho, mas por relembrar da lição.

A lição é sempre a mesma e parece que ainda assim preciso recordá-la de vez em quando.
É a do amor incondicional, hoje simbolizado pelo cachorrinho. Ele não fala e não é humano, mas sente.

Hoje vou tentar amar mais ainda a todos: família, amigos, e até mesmo àqueles que não estão muito aí comigo.

Não que eu ache que seja certa apenas a doação a quem não merece. Isto seria estultice. Aí é caso de impor limites.

Com amor.


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Energia Disponível

Preste atenção:
A cada dia que amanhece, recebemos uma porção de energia suficiente para enfrentar e vencer os desafios que se nos apresentam.
Porém, todos nós temos uma ou duas áreas na vida em que temos um pouco de dificuldade em vencer os desafios.
Por exemplo: seu relacionamento não dá certo e a pessoa vai embora com outro (a).
Nesses casos, em vez de ficar conectados com o passado, é importante entendermos que tudo aquilo de que precisamos está aqui e agora.
Onde está sua energia, aí você está.
Cada vez que temos medo ou dúvida sobre uma situação do futuro, estamos injetando negatividade, que bloqueia a luz que está aqui para nos ajudar.


De uma aula de Kabbalah.

As respostas

Nem sempre temos a coragem de perguntar. Isto não é bom, porque a resposta até poderia ser boa. Mas existem as limitações humanas, e por isto vamos ao analista. Para tentar arrumar coragem para ver as coisas como são, e não como queremos que sejam.
Eu hoje esperava por uma notícia com que há muito tempo sonho. Uma coisa que nem seria tão importante assim, para outras pessoas, mas que para mim tem um grande significado, porque diz com minha vida profissional.
Nada aconteceu como eu queria e vou ter de esperar mais um pouco.
Foi melhor saber logo.
Senti um misto de raiva com frustração e tristeza, mas como sei que a luz não se propaga no vácuo, que no caso em questão seriam as emoções negativas, tratei de esquecer o assunto, ao menos temporariamente, para ver se anulo essa negatividade.
Fui tomar um sorvete e caminhar um pouco.
Ficou a dúvida: mudar a frequência será a solução?










quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Desmoronamentos no Rio de Janeiro

Compaixão é o sentimento que domina a quase todos, diante do que está acontecendo na Serra do Rio de Janeiro.
Talvez no meio de tanta escuridão trazida pela catástrofe, a luz da solidariedade sirva para amenizar a dor dessas pessoas, e para lembrar (mais uma vez) que todos somos parte do mesmo todo.
O que vemos agora é um efeito de décadas de descaso para com a Natureza. Nada disso é causa, mas sim reflexo de um conjunto de escolhas humanas. Não nos compete julgar, mas oferecer amparo.
Se não estivermos perto o bastante para ir até os flagelados e ajudar pessoalmente,  cada um de nós poderá dedicar alguns minutos de seu tempo para enviar aos atingidos pensamentos de amor fraterno, de paz e de coragem. 
Que Deus proteja a todos.




quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

As palavras

De tanto insistirem com ela para falar de forma técnica e impessoal, esqueceu-se dos poemas que tanto amara e já não os entendia.
Quando os encontrava, tentava a todo custo saber em que pensou quem os traçara.
Mas os poemas eram para a alma, e os olhos suas janelas.
Então os sentia, sem saber se certo ou errado, ou para quem foram escritos. Gostava deles. Serviam para esconder o que não podia ser dito.
Eram para o coração, e o seu andava feliz.
Sem explicações, sem lógica ou métricas estudadas. Quantas vírgulas quisesse.
Simples assim.





sábado, 1 de janeiro de 2011

Chegou o momento

Você já reparou que a maior parte do tempo passamos nos preparando algo que ainda vai acontecer?

É fazer as unhas para ir à festa, a maquiagem, comprar um vestido novo, arrumar a mala para a viagem, e comprar o bilhete, separar os documentos e o cartão, ir ao supermercado comprar os ingredientes para o almoço, e as frutas para o lanche, as verduras, e renovar a assinatura do jornal, e passar no banco pegar dinheiro para ir ao cinema...

A preparação tem seu próprio sabor. Como é bom olhar para o espelho e ver que ficamos lindas para ir à festa, e que ele vai perder o fôlego quando nos encontrar. Olhar para a mala e ver que ficou impecável e que desta vez você não vai ter que bagunçá-la para achar algo que ficou lá no fundo. Abrir a geladeira e ver que tudo está no seu lugar.

Neste ano, não viva de futuro, não se penitencie ou lamente o passado.

Viva um momento por vez, para sentir que tudo tem um significado especial na vida.

Feliz Ano Novo!





Balanço

Para mim, 2010 foi um ano maravilhoso. Incomparável mesmo, porque muitas coisas mudaram para melhor em minha vida, ao ponto de eu nem mesmo fazer caso de algumas (poucas) dificuldades que enfrentei, porque entendi que elas fazem parte do processo da vida e que servem para alguma coisa, que é aprender a ser melhor, e a não dar ouvidos a qualquer coisa, mas selecionar o que deve ou não entrar em nossos ouvidos, mentes e corações.

Assim, assisti poucos mas ótimos filmes, li bons livros, ouvi lindas músicas, preparei e provei bons pratos, fui a festas, trabalhei muito, fiz trabalho voluntário, curti ótimas viagens e ainda sobrou algum tempo para meus hobbies.

Mas de tudo, o que mais achei lindo foram as amizades que conquistei, porque antes eu não era muito de me abrir e agora percebi como é gostoso conquistar novos amigos, deixar eles me conhecerem um pouco mais e saber deles também.

O melhor de tudo é que faço isto de modo genuíno, sincero e natural, porque realmente gosto das pessoas. De repente pode ser o tal amor incondicional, do qual sou tão fã.

Acho que é mesmo, porque somente o amor incondicional não espera nada em troca.

Ontem uma amiga que passou por sério problema de saúde no último mês e a tudo superou com muita coragem e fé me ligou. Deixou-me muito emocionada, porque disse que não entendia como podia eu, que a conheço a tão pouco tempo, ter tanto bem-querer por ela.

Eu lhe disse que talvez fosse caso de nos conhecermos de vidas passadas, que talvez pudéssemos ter sido irmãs, sei lá.

Mas na verdade, o que em realmente acredito é que brilhou o amor fraternal, aquele que acontece quando realmente nos importamos com as pessoas.

Que nada disso sirva para alimentar-me o ego, mas sim para me tornar uma pessoa cada vez mais capaz de estender a mão, porque todos somos um, e o bem-estar do um é o bem-estar do todo.